
O Radical SR3 Trophy chega hoje a Hockenheim com um novo líder e cada vez menos espaço para recuperar pontos perdidos. Gonçalo Brites comanda a classificação com 219 pontos, mas Rúben Brites foi quem mais pontuou em Oschersleben e aproxima-se da terceira ronda a 26 pontos da frente. A regularidade de um encontra agora a velocidade demonstrada pelo outro, numa noite que pode mudar o cenário para a decisão em Road Atlanta.
A segunda passagem pela Alemanha marca a entrada na metade final do troféu. Restam quatro corridas, duas delas esta noite, e Oschersleben mostrou como uma única ronda pode reorganizar a discussão.
Rodrigo Ferreira, que saíra de Mosport na liderança, não participou na segunda prova e ficou nos 122 pontos. Gonçalo aproveitou a oportunidade com a mesma receita que já lhe tinha dado resultado no Canadá: ainda não venceu, mas também nunca terminou abaixo do quinto lugar. Ao quarto e terceiro de Mosport juntou um quinto e um segundo em Oschersleben. Quatro resultados sem grandes quebras colocaram-no no topo.
É uma vantagem construída ao longo das duas mangas de cada noite. E será esse equilíbrio que os adversários terão de contrariar em Hockenheim.
Rúben reage, Botelho entra na discussão
Se Gonçalo saiu de Oschersleben com a liderança, Rúben saiu com argumentos para a atacar. Conquistou a pole position, venceu a primeira corrida com 2,124 segundos de vantagem sobre Rodrigo Teixeira e regressou ao pódio na segunda, recuperando de oitavo para terceiro.
Os 132 pontos somados foram a melhor pontuação da ronda. Depois de um início mais discreto em Mosport, Rúben passou a ocupar o segundo lugar do troféu e chega a Hockenheim com uma questão para responder: conseguirá repetir o rendimento que o recolocou na luta?
Mas a frente não se resume aos dois Brites. Rodrigo Teixeira é terceiro na classificação, depois de transformar a vitória e o pódio no Split 2 de Mosport num segundo e num quarto lugares em Oschersleben. Mudou o contexto competitivo, mas manteve-se entre os protagonistas.
Logo atrás surge Luís Botelho, com 174 pontos, impulsionado pela vitória na segunda manga da última ronda. Partiu de segundo e terminou à frente de Gonçalo e Rúben Brites, com os três primeiros separados por pouco mais de dois segundos. Depois do sétimo lugar na corrida inaugural, encontrou na segunda partida a oportunidade de mudar o balanço da noite.
António Abreu completa os cinco primeiros, com 165 pontos. Ainda sem um pódio neste troféu, tem mantido uma sequência de resultados entre o quarto e o sétimo lugares. Numa competição em que vários dos mais rápidos já perderam pontos importantes, essa continuidade mantém-no perto da discussão.
Duas corridas para preparar a final
O reverso dessa regularidade também ficou exposto em Oschersleben. Tiago Pina subiu ao pódio na primeira manga, mas não terminou a segunda. Azra do Carmo viveu uma ronda difícil, com um 22.º lugar seguido de um abandono. Para ambos, Hockenheim oferece a possibilidade de reagir, embora já reste apenas Road Atlanta depois desta noite.
Mantém-se o formato que tem ajudado a distribuir as oportunidades: setups fixos, duas corridas de 20 minutos e inversão dos oito primeiros para a segunda grelha. A qualificação pode facilitar o início da noite, mas não resolve o trabalho. Rúben teve de recuperar na segunda manga de Oschersleben; Botelho aproveitou a sua posição de partida para vencer. A mesma inversão pode abrir uma oportunidade ou complicar as contas.
A qualificação está marcada para as 21h30, com as corridas previstas para as 21h50 e 22h15, em hora de Portugal continental.
Gonçalo Brites chega com uma liderança sustentada pela consistência. Rúben chega depois da sua melhor ronda. Rodrigo Teixeira, Luís Botelho e António Abreu continuam suficientemente próximos para tornar arriscado qualquer olhar limitado aos dois primeiros.
Hoje, Hockenheim decide com que margem — e com que pressão — cada um seguirá para a final.
