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Portimão recebe a primeira ronda da Season 3 do Le Mans Masters no Le Mans Ultimate.

Le Mans Masters começa hoje: dois campeões à defesa e novas forças em Portimão

João Gil Neves regressa à LMP2 depois de uma temporada em que ninguém conseguiu vencê-lo. Belchior Neto mantém-se nos LMGT3, onde conquistou os dois títulos já disputados. À volta dos campeões, a grelha reorganizou-se: há novas combinações de pilotos, equipas com presença reforçada e adversários que chegam a Portimão com contas por resolver.

A Season 3 do Le Mans Masters começa hoje, 14 de setembro, no Autódromo Internacional do Algarve. Mantém-se a tradição de abrir em Portugal e o desafio de sobreviver a 90 minutos em que velocidade, estratégia e leitura do tráfego terão de funcionar em conjunto.

À hora de publicação, a lista pública reúne 29 inscritos: 13 na LMP2 e 16 nos LMGT3. Os Hypercars continuam contemplados na competição, mas ainda não apresentam inscrições. Diogo Li, campeão da categoria na Season 2, não consta desta lista.

As primeiras atenções recaem, por isso, sobre duas perguntas: quem consegue interromper a série de João Gil e quem está preparado para impedir o terceiro título consecutivo de Belchior?

LMP2: João Gil mantém o lugar, os adversários aproximam-se

Na temporada anterior, João Gil Neves venceu as seis rondas. Terminou a campanha com uma vitória à geral em Sebring, colocando o Oreca à frente dos Hypercars e fechando a primeira época perfeita da história do Le Mans Masters.

O piloto da United Simracing mantém-se na LMP2. Para os adversários, a referência está identificada desde o primeiro dia; para o campeão, começa o trabalho de voltar a demonstrar uma superioridade que os resultados anteriores já não garantem.

Ricardo Lopes é um dos nomes com mais razões para procurar essa mudança. O piloto da Grow Racing Team terminou a Season 2 como vice-campeão, somou cinco pódios e foi o mais rápido da classe na qualificação de Sebring. Já conseguiu bater João numa volta. Agora procura transformar esse andamento numa vitória ao longo de toda a corrida.

A presença de Rúben Brites, pela Morabia ST, acrescenta outro motivo de interesse. A capacidade de adaptação que demonstrou em diferentes carros e competições torna-o um nome a acompanhar desde Portimão. Num pelotão inteiramente equipado com o Oreca 07 em especificação WEC, a preparação e a execução de cada stint poderão pesar mais do que qualquer diferença entre máquinas.

A United junta Carlos Esteves ao campeão, enquanto a Sardines on Carbon entrega a Marco Ferreira a sua representação na categoria. Miguel Silvério, da LK Motorsport, também surge nesta grelha, depois de ter alcançado o pódio dos Hypercars na primeira season.

O grupo completa-se com Paulo Duarte Ribeiro, pela Track Limits Motorsport, Bruno Neves, da Team Full Race, Gonçalo Ferraz, da PT Racerz, José Mendes, da Lusitania, e Fernando Barbosa, da Sunstar Racing. A Zaidulovers apresenta dois Oreca, confiados a Afonso Herdeiro e Miguel Trigueiros.

São treze pilotos com a mesma oportunidade inicial. João Gil tem o título; a primeira vitória da Season 3 ainda está disponível.

LMGT3: Belchior procura a terceira coroa

O campeonato LMGT3 chega à terceira edição com um único nome na lista de campeões.

Belchior Neto volta a inscrever o Porsche 911 GT3 R da United Simracing. Na Season 2 venceu quatro corridas e resistiu à pressão de João Coelho até à final. Em Sebring, teve de recuperar desde o fundo da grelha para garantir o resultado que lhe entregou o bicampeonato.

Essa capacidade de somar mesmo numa corrida difícil será novamente colocada à prova. A classe reúne dezasseis inscritos e seis marcas, com escolhas que prometem diferenças de comportamento suficientes para tornar cada disputa interessante.

A Sardines on Carbon apresenta André Lopes, ao volante do Aston Martin Vantage. O piloto já fez parte da campanha coletiva vencedora da época anterior e regressa com a responsabilidade de colocar a equipa campeã na discussão dos GT.

Silvino Rodrigues, pela Playteam, escolheu o Porsche. Chega depois de uma final de VTCC em Monza com dois pódios, trazendo um sinal recente de competitividade para um desafio em que terá de prolongar esse rendimento durante 90 minutos.

Também de Porsche estarão Ivo Leite, pela Tracklimits Motorsport, e Rodrigo Teixeira, pela Team Full Speed. António T. Ferreira representa a ALF Motorsport com o McLaren, enquanto Pedro Sá, da curvas82, leva o Lamborghini para a grelha.

As maiores concentrações de pilotos encontram-se em três estruturas. A Team Full Race inscreve Ruy Moreira e Rudi Alexandre Monteiro Neto de Porsche, acompanhados pelo BMW de Rúben Barbosa. A Lusitania junta os McLaren de Diogo Neves e Daniel Pereira ao Porsche de Henrique Dias.

A PT Racerz distribui as suas escolhas por três fabricantes: Joaquim Cabral no BMW, João Ferreira no Porsche e Hélder Pereira no Ferrari.

Belchior conhece o caminho até ao título. Portimão começará a mostrar quem tem ritmo e consistência para obrigá-lo a percorrê-lo sob pressão.

Equipas: a United mantém os campeões, a Sardines apresenta outra formação

A Sardines on Carbon venceu a Season 2 com 791 pontos, contra 732 da United Simracing. A diferença foi construída através da capacidade de pontuar nas três classes, mesmo perante uma adversária que tinha os campeões LMP2 e LMGT3.

A lista atual apresenta um cenário diferente.

A Sardines surge com Marco Ferreira na LMP2 e André Lopes nos LMGT3. A United conserva João Gil Neves e Belchior Neto, acrescentando Carlos Esteves à LMP2. A continuidade dos dois campeões dá-lhe uma base forte para voltar a discutir o título coletivo.

Mas a abertura traz outras equipas com presença nas duas categorias.

Team Full Race, Lusitania e PT Racerz apresentam quatro pilotos cada, repartidos entre um LMP2 e três LMGT3. São as formações mais numerosas da lista atual e terão várias oportunidades de encontrar um resultado forte entre os GT, enquanto Bruno Neves, José Mendes e Gonçalo Ferraz assumem, respetivamente, a frente dos protótipos.

O regulamento prevê que cada equipa pontue com o seu melhor piloto em cada classe. Ter mais carros oferece alternativas, mas exige transformar essa presença em resultados. Uma corrida sólida de um GT pode proteger a classificação coletiva quando o protótipo encontra problemas; um bom stint na LMP2 pode recuperar terreno perdido do outro lado da grelha.

A primeira comparação entre estas formações começa hoje. Só depois da bandeira de xadrez será possível perceber quem trouxe a Portimão uma equipa capaz de somar nas duas frentes.

Noventa minutos para voltar a encontrar o ritmo

Portimão volta a abrir o campeonato com mudanças de elevação, aproximações cegas e curvas em que uma trajetória comprometida pode afetar toda a sequência seguinte. Quando os LMP2 começarem a alcançar os GT, essas dificuldades passarão a ser partilhadas.

Para quem dobra, será necessário escolher o momento sem destruir o próprio ritmo. Para quem é dobrado, manter uma trajetória previsível será essencial para proteger a sua corrida. As primeiras decisões com pneus frios também merecem atenção: o regulamento prevê oito pneus por ronda e ausência de mantas de aquecimento.

A qualificação privada de dez minutos definirá a grelha, seguindo-se a volta de formação e a partida lançada para os 90 minutos de corrida.

Depois do Algarve, o campeonato seguirá para Barcelona, Laguna Seca, Fuji e Silverstone. A final, marcada para 23 de novembro, voltará a ser escolhida pelos pilotos que cumprirem os critérios de participação.

Hoje começa a construção dessa história. João Gil procura prolongar a invencibilidade, Belchior inicia a tentativa de chegar ao terceiro título e a Sardines volta a colocar o nome da equipa campeã em pista.

Portimão recebe a abertura. Os pilotos e as equipas tratam do resto.

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