O modo vintage continua: o Lotus Cortina chega a Imola ’72
O GTCRC Trophy continua mergulhado no seu modo vintage e prepara-se agora para a terceira ronda do Lotus Cortina Trophy, desta vez em Imola ’72.
Depois de uma passagem por Monte Carlo onde o talento teve de andar de mãos dadas com a sobrevivência, o pelotão regressa a Itália para enfrentar um traçado que, sendo muito diferente, promete voltar a exigir tudo de pilotos e máquinas.
Monte Carlo deixou a sua marca.
Foi uma ronda caótica, intensa e imprevisível, daquelas em que nem sempre o mais rápido consegue transformar ritmo em resultado.
Houve lutas apertadas, erros a pagar caro e vários Cortina a acabarem a noite “parados à beira dos barcos”, numa imagem que resume bem o quão fina era a linha entre uma grande corrida e um desastre completo.
No meio desse cenário, voltou a confirmar-se uma verdade antiga do automobilismo — e também do sim racing: não basta ser rápido, é preciso saber sobreviver.
A ronda mostrou também outra dimensão importante da competição.
A qualificação continua a ser fundamental para lançar a noite, mas o que decide verdadeiramente é a capacidade de transformar velocidade em consistência.
Em pistas e carros como estes, uma volta brilhante pode colocar um piloto na frente, mas basta um pequeno excesso, uma travagem fora do sítio ou uma entrada demasiado otimista para perder tudo em segundos.
O Lotus Cortina tem essa personalidade: recompensa a precisão, castiga o excesso e não oferece qualquer proteção moderna a quem exagera.
A fórmula das grelhas invertidas voltou a dar vida às corridas e a empurrar os pilotos para duelos constantes, obrigando-os a gerir tráfego, escolher bem os momentos e manter a cabeça fria quando a pressão aperta.
É precisamente aí que este troféu ganha força: não se trata apenas de andar depressa, trata-se de perceber quando atacar, quando resistir e como sair de uma corrida complicada sem deitar fora o campeonato.
Agora, a viagem segue para Imola ’72, um traçado de época que encaixa na perfeição neste Trophy.
Continuamos em modo vintage, continuamos sem filtros — e continuamos à procura de quem consegue juntar velocidade, controlo e regularidade num carro que se move, escorrega e obriga a conduzir “com as mãos todas”.
Depois do caos de Monte Carlo, Imola promete mais uma noite em que cada curva pode mudar a história.
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