
Os troféus estão de volta — e o Radical SR3 abre a nova temporada
As férias terminaram.
O GTCRC Trophy regressa à pista para uma nova sequência de competições no rFactor 2. Até ao final do ano teremos três troféus, três carros e três oportunidades para encontrar novos vencedores.
O primeiro começa com um automóvel que parece ter sido desenhado para eliminar qualquer distância entre o piloto e a pista.
Baixo, leve, rápido e sem tejadilho para esconder os sustos.
O Radical SR3 é o próximo protagonista do GTCRC Trophy.
Três troféus até ao final do ano.
O primeiro pertence ao Radical SR3.
Um protótipo feito para correr próximo
O Radical SR3 ocupa um espaço muito próprio entre um monolugar e um protótipo de endurance.
A posição de condução baixa, a resposta imediata e a carga aerodinâmica permitem transportar muita velocidade para as curvas. Ao mesmo tempo, a ausência de potência excessiva deverá ajudar a manter o pelotão próximo e transformar cada saída de curva numa nova oportunidade para atacar.
Não será um carro difícil apenas por ser rápido.
Será difícil porque transmite confiança.
O SR3 convida o piloto a travar mais tarde, a manter o acelerador durante mais tempo e a entrar na curva com mais velocidade do que na volta anterior. Quando tudo resulta, o carro parece colado ao asfalto. Quando a confiança ultrapassa a aderência disponível, há muito pouco tempo para corrigir.
A própria Studio 397 descreveu esta família de Radical como fácil de conduzir, mas difícil de dominar.
É exatamente esse equilíbrio que procuramos para o Trophy.
Um carro onde qualquer piloto consegue começar a rodar, mas onde encontrar os últimos décimos exige precisão, compromisso e coragem.
A mesma fórmula, com outro tipo de velocidade
O automóvel muda. O espírito do GTCRC Trophy mantém-se.
Setups fixos, carros iguais e a diferença entregue ao piloto.
Não haverá uma afinação secreta capaz de transformar uma volta. Todos terão a mesma base e os mesmos recursos. O trabalho estará em perceber como travar, como utilizar a carga aerodinâmica, como proteger a velocidade mínima e como disputar uma posição sem comprometer a curva seguinte.
As corridas curtas e a grelha invertida voltarão a impedir que uma noite fique resolvida na qualificação. Quem for rápido terá de confirmar esse andamento em pista. Quem começar mais atrás continuará a ter uma segunda oportunidade. Quem vencer a primeira corrida poderá encontrar-se no meio do pelotão quando começar a seguinte.
Com o Radical, recuperar poderá ser tão exigente como liderar.
A velocidade de passagem será elevada, as distâncias de travagem serão curtas e a aspiração aproximará os carros nas zonas mais rápidas. Escolher o momento do ataque poderá valer mais do que atacar em todas as oportunidades.
O setup será igual para todos.
A forma de o levar ao limite não será.
O Trophy volta a começar do zero
O Copa Corsa encerrou a primeira parte do ano em Fort Grozny e enviou o GTCRC Trophy para uma curta pausa de verão.
Agora, todos regressam sem pontos.
Os campeões anteriores podem trazer experiência, confiança e o hábito de lutar na frente. Não trazem qualquer vantagem para esta classificação. O Radical será uma nova referência e poderá alterar completamente a ordem que conhecemos.
Os pilotos habituados a carros com carga aerodinâmica poderão adaptar-se mais depressa. Quem construiu os seus melhores resultados em carros de turismo terá de reaprender onde está o limite. Outros poderão simplesmente descobrir que este é o automóvel que melhor corresponde à sua forma de conduzir.
É essa renovação constante que continua a definir o Trophy.
Cada carro retira algumas certezas à grelha.
Cada primeira ronda oferece espaço para aparecer um nome diferente.
Cada troféu começa com a mesma pergunta.
Quem percebe o carro primeiro?
O primeiro de três
Este Radical SR3 Trophy será apenas o início.
Até ao final de 2026 serão disputados mais dois troféus, com novos carros e novos desafios. As próximas escolhas serão reveladas no momento certo.
Por agora, o trabalho começa com um protótipo leve, quatro circuitos exigentes e uma grelha onde todos receberão exatamente as mesmas ferramentas.
Não será possível esconder uma hesitação atrás do setup.
Não haverá tempo para descansar no meio do pelotão.
E ninguém poderá confiar que a carga aerodinâmica resolverá aquilo que as mãos começaram mal.
As férias terminaram.
Os troféus estão de volta.
E o Radical SR3 será o primeiro a colocar toda a gente novamente à prova.
