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Radical SR3 em pista no cartaz da segunda ronda do GTCRC Trophy 2026 em Oschersleben.

Rodrigo Ferreira lidera o Radical SR3 Trophy à chegada a Oschersleben

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Gustavo Mortágua e Beto Belo dividiram as vitórias em Mosport, mas foi Rodrigo Ferreira quem saiu do Canadá na liderança do Radical SR3 Trophy. Um terceiro e um segundo lugar deram-lhe 122 pontos e uma vantagem de 14 sobre Gonçalo Brites antes da segunda ronda, disputada hoje em Oschersleben.

A estreia deixou um aviso: neste troféu, uma vitória pode não chegar para terminar a noite na frente. Com duas corridas e a grelha invertida a mudar os adversários que cada piloto encontra pelo caminho, conseguir dois bons resultados já começou a fazer diferença.

Mosport mostrou isso desde a qualificação. Mariano Pires conquistou a pole position por apenas quatro milésimos sobre Gustavo Mortágua, antecipando uma primeira corrida que terminou com os dois novamente separados por uma margem mínima. Gustavo venceu, Mariano foi segundo a apenas 228 milésimos e Rodrigo Ferreira completou o pódio depois de partir de oitavo.

Mais atrás, Gonçalo Brites recuperou de 13.º para quarto. António João Loureiro também ganhou terreno, passando de 11.º para quinto, numa manga em que vários pilotos conseguiram transformar posições discretas na grelha em resultados importantes.

A segunda corrida deu outro vencedor. Beto Belo partiu de quinto e venceu com 3,451 segundos de vantagem sobre Rodrigo Ferreira, enquanto Gonçalo Brites completou o pódio. Para Beto, foi a resposta ao 12.º lugar da primeira manga; para Rodrigo e Gonçalo, a confirmação de uma noite consistente.

Gustavo Mortágua terminou desta vez em 14.º, enquanto Mariano Pires não chegou ao fim. Os protagonistas do primeiro duelo perderam assim a oportunidade de converter a velocidade demonstrada numa liderança do troféu.

Rodrigo aproveitou. Chega à Alemanha com 122 pontos, seguido por Gonçalo Brites com 108, Beto Belo com 100 e António João Loureiro com 97. Gustavo fecha os cinco primeiros com 96. São apenas 26 pontos entre estes cinco pilotos, uma diferença que as duas corridas de hoje podem alterar rapidamente.

O Split 2 também teve dois vencedores. Rodrigo Teixeira ganhou a primeira manga, à frente de Antero Cabanelas e Jorge Afonseca, e voltou ao pódio na segunda, terminando em terceiro. Manuel Amaral aproveitou a partida da pole para vencer essa corrida, acompanhado por Miguel Trigueiros no segundo lugar. A abertura deixou, assim, motivos de interesse nas duas grelhas.

Agora muda o circuito — e muda a forma de encontrar tempo.

Depois das curvas rápidas e dos desníveis de Mosport, Oschersleben Moto exige precisão nas mudanças de direção, saídas limpas e capacidade para ligar uma curva à seguinte sem perder embalo. No Radical, atacar uma entrada com demasiado entusiasmo pode comprometer toda a sequência e deixar o carro ao alcance de quem vem atrás.

Com setups fixos, a diferença estará na adaptação de cada piloto. A qualificação ajudará a evitar algumas dificuldades no pelotão, mas a segunda grelha voltará a exigir ultrapassagens, paciência e decisões rápidas. Mosport já demonstrou que ser o mais rápido durante parte da noite não garante o melhor resultado no conjunto das duas mangas.

Rodrigo Ferreira chega com a liderança para defender. Gonçalo Brites procura dar continuidade à recuperação iniciada no Canadá. Beto Belo e Gustavo Mortágua já sabem o que é vencer com este carro, enquanto António João Loureiro permanece suficientemente perto para entrar na discussão.

Hoje, Oschersleben leva o Radical SR3 Trophy até meio do calendário. Depois da bandeira de xadrez, restarão apenas Hockenheim e Road Atlanta — e cada ponto perdido começará a ter menos oportunidades de ser recuperado.

GTCRC Trophy - Ronda 2 - Oschersleben

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