United SimRacing vence as 12 Horas de Bathurst 2025
A edição de 2025 das 12 Horas de Bathurst marca a entrada do simracing neste novo ano.
Num evento marcado por altas doses de adrenalina, estratégia refinada e resistência mental, a equipa United SimRacing levou a melhor na montanha sagrada do automobilismo australiano.
Ao volante do Audi #99, João Ascensão, João Gil Neves e Pedro Costa conduziram a formação até à vitória, depois de 12 horas de corrida intensas, num dos traçados mais exigentes do mundo virtual.
A grelha contou com 34 equipas e 140 pilotos, representando uma diversidade notável de fabricantes e filosofias estratégicas.
Desde a noite escura do arranque até à luz dourada do final de tarde, foram completadas 36.730 voltas — o equivalente a impressionantes 228.334 quilómetros, num esforço conjunto de perícia e resistência.
Um arranque tenso e um campo ultra competitivo A corrida começou ainda sob o manto da noite, aumentando os riscos nas primeiras curvas.
A tensão era palpável — nas boxes, nos rádios, e mesmo na transmissão ao vivo que bateu recordes com 4500 visualizações, 1200 horas de tempo de visualização e 970 mensagens no chat.
Os comentadores destacaram o nervosismo no pelotão, com vários incidentes nas voltas iniciais.
Uma referência bem-humorada a “cangurus” na pista simbolizou os múltiplos períodos de full course yellow (FCY) — nove no total — que baralharam estratégias e comprimiram constantemente o pelotão.
Logo cedo, destacaram-se dois nomes: o Porsche da Futur Horse e o Audi da United SimRacing.
Os dois protagonizaram um duelo estratégico que se prolongaria por horas, alternando a liderança com base em janelas de pit stop, compostos de pneus e decisões milimétricas sob pressão.
Várias equipas apostaram em pneus médios, enquanto outras arriscaram os duros para estender turnos — uma roleta estratégica onde cada segundo contava.
Adaptação, sobrevivência e resiliência No meio do caos e da luta constante contra o relógio, a gestão da fadiga e a troca regular de pilotos tornaram-se essenciais.
As entrevistas em direto trouxeram à luz a pressão psicológica enfrentada pelos participantes. “A chave foi manter a calma e evitar danos nas primeiras horas.
A corrida decide-se mais por quem erra menos do que por quem é mais rápido”, comentou Tiago Monteiro, um dos protagonistas da equipa Origin. “Houve momentos em que só queríamos sobreviver.
A concentração tem de ser absoluta durante todo o stint, mesmo quando já estamos a cair de cansaço,” partilhou Mariano Pires, da equipa Missed Apex, que apesar de sofrer danos e perder tempo em reparações, garantiu o 3.º lugar final, ao lado de Rodrigo Ferreira no Porsche #84.
Outro destaque foi o Porsche da Futur Horse, com Antti Rasi, Michal Nizio e Tomaz Lovrec, que lideraram várias fases da corrida, mas perderam tempo decisivo num pit extra nas últimas horas.
Ainda assim, conseguiram um sólido 2.º lugar, com prestações consistentes e agressivas ao longo da prova.